sábado, 9 de junho de 2012

Freak Brotherz e Dead Fish, rock/hardcore no Galpão


Dia 15 de junho os capixabas da Dead Fish chegam a Pelotas para tocarem seu hardcore no Galpão. O evento inicia às 23hs. Na mesma noite, a cena pelotense será representada pela Freak Brotherz, tradicional banda de rock/hardcore do circuito musical local. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos na Studio CDs e no posto Cidadão Capaz em Pelotas. O primeiro lote custa R$ 20,00 e o segundo lote será vendido por R$ 30,00.

Tu conheces a Freak Brotherz? A seguir tem um breve histórico dos caras e uma entrevista exclusiva com o baixista da banda, Solano Ferreira.

Freak Brotherz, Iron Maiden e Marky Ramone
Freak Brotherz no Grito Rock 2012 em Rio Grande - Foto de Karoline Saadi 

A pelotense Freak Brotherz foi formada em 1998 e tem um álbum de estúdio, o “Dentro da Ideia”, gravado em 2007 de forma independente. Desde a fundação, a banda ganhou destaque no cenário musical local e também nacional quando venceu a etapa sul do Skol Rock, festival nacional de relevância no qual a Freak dividiu palco com grandes nomes do rock e do metal.

No Skol Rock, em 1998, a Freak Brotherz venceu a etapa sul do festival, realizada em Canasvieiras, Santa Catarina. Mais de 450 bandas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná participaram. Nesse dia a Freak Brotherz dividiu o palco com Barão Vermelho e Charlie Brown Jr., bandas que fecharam a noite de shows.

Já na etapa final, em Curitiba, tocaram para mais de 25 mil pessoas no mesmo palco que Raimundos, Halloween e Iron Maiden. Os shows foram transmitidos pela MTV Brasil e o baixista da banda, Solano Ferreira, ganhou o prêmio de melhor instrumentista do festival.
Ao longo da carreira, a Freak já tocou em diversas cidades do Estado (fora dele também) e dividiu palco com bandas importantes do cenário gaúcho como Da Guedes, Maria do Relento, Cachorro Grande, Ultramen, Acústicos e Valvulados, Comunidade Nin-Jitsu e Engenheiros do Hawaii. No ano de 2005, na cidade de Rio Grande, a Freak Brotherz fez o show de abertura para Marky Ramone e Tequila Baby. 


                     
A Freak Brotherz é composta por Danilo Ferreira (vocal), Solano Ferreira (baixo e vocal), Rodrigo Monteiro (guitarra) e Clovinho Mota (bateria e backing vocal).


Entrevista com Solano Ferreira, o baixista da Freak Brotherz
                     
Entrevistamos o baixista da Freak Brotherz, Solano Ferreira (na foto ao lado), que respondeu nossas perguntas via e-mail. Ele falou do privilégio e da experiência adquirida após dividir o palco com Iron Maiden e Halloween. Também comentou o episódio em que conheceu o ídolo Marky Ramone e contou sobre as novidades musicais que vêm por aí.




MZS - Poucas bandas tiveram o privilégio de dividir o palco com gigantes como Iron Maiden, Halloween e Raimundos na sua antiga formação. Como foi para a Freak Brotherz ter essa experiência logo no primeiro ano de existência da banda?


Solano Ferreira - "A gente teve a oportunidade de tocar com essas bandas porque fomos finalistas do Festival Skol Rock em 98. Para nós foi muito importante, a banda cresceu bastante, aproveitou a oportunidade de ver como as coisas funcionam nos grandes festivais, como as bandas trabalham e tudo mais, como se portar no palco com mais profissionalismo. Isso foi  o mais importante."



MZS - E abrir o show da Tequila Baby com Marky Ramone, lenda viva do rock? Como foi o teu contato com o cara que tocava bateria nos Ramones?

Solano Ferreira - "Cara, tanto o Iron, como Ramones eu escuto desde guri. Eu e o Danilo somos fãs dos caras. Comecei a escutar essas duas bandas por volta de 85 e desde lá são as minhas duas bandas preferidas. Dividir o palco com os caras que sempre curtimos não tem nem o que falar. O show com o Marky Ramone foi no dia que o GRÊMIO subiu da segunda divisão. Ver o cara entrar no palco enrolado na bandeira do meu time não tem preço. O cara foi super gente fina."




"Cara, tanto o Iron, como Ramones eu escuto desde guri [...] dividir o palco com os caras que sempre curtimos não tem nem o que falar."




MZS - A Freak Brotherz tem um álbum de estúdio que foi gravado em 2007, isso faz uns cinco anos. Podemos esperar músicas novas para 2012?

Solano Ferreira - "Depois que gravamos o 'Dentro da Ideia', muita coisa aconteceu. Teve várias trocas de músicos. Essa formação já está junta há uns quatro anos. Já produzimos material para gravar uns dois discos. Desse material já tem três sons gravados e que estão disponíveis para baixar no www.myspace.com/bandafreakbrotherz. São os sons 'Mas a Vida Segue', 'O Que Vai Sobrar' e 'Comece Agora'. Estamos gravando mais três sons no estúdio A Vapor. A ideia é completar doze sons gravados e vamos lançar a safra de 2012. Essas músicas novas já estão nos shows da banda."

Tu conheces? Yorkshire.


Não, não é do cachorrinho de madame que estamos falando, mas  sim da banda rio-grandina Yorkshire. Mesmo com nome de cachorro pequeno, a banda faz um rock de gente grande. Yorkshire ganhou notoriedade em Rio Grande – e também na região - após alguns poucos anos desde sua formação, fazendo shows em diversas casas noturnas de da cidade e também de Pelotas. 


Os rockeiros da Yorkshire se juntaram em março de 2009 e pautaram suas apresentações na música cover. Dois anos depois, em 2011, lançaram um EP com cinco músicas do gênero rock. Eles já realizaram mais de uma centena de shows em diversas casas de Rio Grande e Pelotas.



Antes de lançar o primeiro EP, a banda fazia covers de blues, rock e heavy metal, abrangendo desde os anos 60 até a atualidade. No repertório, The Doors, B.B. King, Rage Against the Machine, Metallica, Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton, Ramones, Pink Floyd, Rush, Stevie Ray Vaughan, Iron Maiden, U2, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Jet, Deep Purple, The Strokes, Pearl Jam, The Clash, Guns n’ Roses, AC-DC, White Stripes, Nirvana e outros.

Yorkshire

A formação atual da banda conta com Ricardo (vocal), Christian (guitarra), Amorinha (baixo) e K2 (bateria).

Primeiro disco

Em 2011, a Yorkshire lançou o primeiro disco, um EP com cinco músicas, são elas: “O Homem", “Cassino”, “Eu Quero, Eu Posso, Eu Vou Fazer”, “A Dama Predadora” e “Xeque-Mate”.









quarta-feira, 23 de maio de 2012

O rock da Vade Retrô no bar Santa Martha

O bar Santa Martha cede o seu palco para o rock pelotense neste sábado. Hoje, 26 de maio, a banda Vade Retrô (na foto à esquerda) volta a se apresentar em Pelotas. O show acontecerá após às 22hs. Na mesma noite apresentam-se Andressa Gutierres & Bruno Acosta que contarão com participação de Lara Rossato, a discotecagem fica por conta de Marcelo Souza. O ingresso custa R$ 10,00, mas pode ser adquirido a R$ 8,00 caso tu coloques teu nome na lista no perfil da produtora do show no Facebook.


A seguir tu podes conferir um breve histórico da Vade Retrô e uma entrevista exclusiva com o vocalista e baixista da banda, Diego Queijo. Ele fala sobre a cena musical pelotense e das novidades musicais que vem por aí.


Vade Retrô

Formada no segundo semestre de 2009, a Vade Retrô iniciou o processo de composição de músicas próprias e realizou alguns shows acústicos em diversos lugares da cidade de Pelotas. A banda tem um álbum de estúdio gravado. O grupo é formado por Diego Queijo (vocal, baixo e órgão),  Ruan Libardoni (guitarras e backing vocal) e  Matt Thofehrn (bateria, percussão e backing vocal).


O Disco de Estreia

A Vade Retrô gravou um álbum homônimo de forma independente no ano de 2010. O disco conta com 14 músicas, entre elas está a “Música Romântica” que contou com a participação de Alex Vaz, vocalista da banda Canastra Suja. Baixe aqui o disco da Vade Retrô.

Capa do disco "Vade Retrô", álbum de estreia (2010)



Entrevista


O Musical Zona Sul entrevistou o vocalista e baixista da Vade Retrô, Diego Queijo. Ele comentou sobre a atual cena musical de Pelotas e apontou a insatisfação em ver bandas covers na cidade como um dos principais motivos para o surgimento da Vade Retrô. Também falou da dificuldade para gravar um álbum independente, da particularidade sonora da música pelotense e anunciou o laçamento de um EP com três músicas inéditas.






MZS - Em 2012, como está a cena do rock em Pelotas?


Diego Queijo - "Eu acho que essa 'cena do rock' extrapola a questão das bandas. Hoje existe mais uma ambiência, uma galera que cria produtoras, coletivos e tenta fomentar uma cultura baseada em música, e não necessariamente a cultura rock. Mas são poucas as bandas investindo nessa arte conceitualizada no rock. A Vade Retrô surgiu de uma insatisfação nossa por ver festas na cidade embaladas por bandas covers, que faziam um rock vacinado para toda família, tocando sempre os mesmos clichês. De lá pra cá a situação não mudou muito. Mas existem as bandas que fazem a  música, e por mais difícil que seja, é possível arrecadar dinheiro suficiente para registrar esse tipo de arte em áudio pela grande quantidade de estúdios e possibilidades de divulgação na internet. Em geral a cena musical é boa. Falta um espaço aqui ou ali, mas se alguém fizesse uma coletânea do rock local, teria boas canções para registrar. Mesmo que ás vezes a cena não se leve muito a sério."


A Vade Retrô: Matt Thofehrn, Diego Queijo e Ruan Libardoni


MZS - O primeiro álbum da Vade Retrô foi lançado no final de 2010 e, na faixa “Música Romântica”, contou com a participação do vocalista Alex Vaz da banda Canastra Suja.  Já em 2012, pode-se esperar um novo álbum da banda com outras parcerias?


Diego Queijo - "Gravar um disco independente hoje tem seus custos. No primeiro, tivemos a sorte de contar com a gravação feita pelo produtor Augusto Damé que nos deu uma grande força, tanto que conseguimos colocar 14 músicas no disco. É um número alto de canções em uma época onde a música fica 'velha' muito rapidamente. Pensando em todos esses fatores de velhice, custos, tempo de estúdio e tal, no momento decidimos não mais gravar discos completos. Terminamos de gravar um novo single em um dos melhores estúdios da cidade, o Avapor, e vamos lançar em um formato inédito hoje em dia na cidade. O disco terá três músicas apenas, mas a qualidade é muito boa. Sobre as participações, tivemos a colaboração do Rafael Peduzzi, baixista dos Mascates nessas três músicas novas. Ele ainda não sabe, mas já é parte da banda. E a parceria está aí, inclusive já convidamos o Franco, da Meigos Vulgos e Malvados para participar de um show nosso, mas por problemas de agenda, não rolou."




"[...]Não acho nem que existam bandas parecidas na própria cidade."




MZS - No My Space da banda, o estilo musical da Vade Retrô é descrito como “música rock pelotense”. Tu achas que o rock pelotense é diferente do rock que é feito em outras cidades do Estado?


Diego Queijo - "Acho que é diferente por ser algo humano. Aliás, não acho nem que existam bandas parecidas na própria cidade. As bandas são bem diferentes. O rock pelotense é ele e suas circunstâncias. E tem espaço para todo mundo, mesmo que pequeno. Também acho que muitas vezes nós (Vade Retrô) não nos levamos a sério. Mas vamos continuar criando e gravando e tocando de vez em quando enquanto for possível. Nós temos essa ideia de escrever um pouco sobre o frio, os paralelepípedos, praças, chafarizes e a distância geográfica do resto do estado e do país. O isolamento muitas vezes parece necessário. Mas isso varia de banda para banda e de cidade para cidade. Acho que a grande diferença está nas letras e em não termos muitos preconceitos sonoros."